Segunda-feira, Fevereiro 08, 2010

Big Sister Is Watching You

Pelo visto o debate sobre Ayn Rand é antigo, e para provar isso escarafunchei um artigo de 1957 escrito por nada mais nada menos que Whittaker Chambers.

E caros, não se enganem, por trás de tudo aquilo que Miss Ayn Rand e nós podemos ter em comum, no fundo o que ela enxerga é apenas a boa e velha "luta de classes".

Fiquem com o texto de Chambers clicando FLASHBACK.

P.S. para quem não sabe quem foi Whittaker Chambers, por favor, leiam Witness, testemunho pessoal de Chambers sobre seus anos como espião soviético nos EUA.

E lá se vão vinte anos!

James Bowman em artigo na New Criterion, "celebra" os vinte anos do termo "politicamente correto" no vocabulário popular.

E vai direto ao ponto: a expressão politicamente correto, é uma contradição. Na verdade, é a própria morte da politica - no sentido democrático - que por definição pressupõe diferença, divisão e partidarismo. Se apenas um dos lados é o "correto" , e o outro "incorreto", não há mais debate possível.

Para ler o artigo completo, basta dar um clique aqui.

Sábado, Fevereiro 06, 2010

99 anos do nascimento de Ronald Reagan - Happy Birthday, cowboy!

O melhor modo de evitar a AIDS (e o Globalistas odeiam!)

O conselho vem do primeiro ministro de Uganda, Martin Ssempa, e é pratico, simples e não custa nada.

"HIV/AIDS is not an allergy. It is not a gay disease. It is not a badge of honor. It is a cold-blooded, indiscriminating killer that can only be stopped by a proven solution--abstinence until marriage and faithfulness within marriage."

Uganda, como vocês devem ter lido aqui, tem sofrido sérios ataques da administração Obama (especialmente de Hillary Clinton) e já há um forte esforço globalista para que o país não receba mais ajuda internacional, tornando-se assim, um pária entre as nações. Tudo por conta de uma série de leis e medidas que criminalizam a sodomia envolvendo crianças e que visam conter o avanço do vírus da AIDS.

Para saber mais, leiam novo artigo de Cliff Kincaid no AIM


A busca da identidade masculina e o Islã.

Raymond Ibrahim, em artigo no Middle East Forum, aponta os motivos que levam ocidentais (especialmente aqueles que estão atrás das grades) a se converterem ao Islamismo.

A resposta: os ideais masculinos do Islã e uma inequívoca condenação da homossexualidade.

Intrigado? - acesse - MEF - e leia o artigo em inglês (sorry, kids)

Quarta-feira, Janeiro 27, 2010

Avatar

Depois de muito enrolar, decidi assitir ao "filme" Avatar hoje.

Era para eu escrever um texto aqui no blog, falando sobre o "filme", o enredo, os diálogos, a avançada tecnologia 3D e dos ridículos óculos que somos obrigados a usar para mergulhar no filme...mas depois de 25 minutos na sala, comecei a sentir meus neurônios falharem, morrerem mesmo, e só em estado comatoso consegui achar alguma graça na megalomania de James Cameron, que gastou milhões de dólares em efeitos especiais mas não conseguiu achar UM roteirista sequer, unzinho que fosse, para escrever um história decente!!!!

Eu podia até escrever mais coisas, mas já perdi 3 horas vendo aquele troço, não vou perder mais escrevendo sobre o ego do Cameron.

Terça-feira, Janeiro 26, 2010

Filmes, filmes e mais filmes.

Já que nos últimos tempos tenho tentado ao máximo evitar contato com o mundo exterior ao meu apartamento, um cafofo de três quartos, sala, cozinha e banheiro, entulhado de livros, filmes,três violões, mas só um decente, centenas de quadrinhos e maços de cigarro, uma geladeira que não funciona já há mais tempo do que deveria, fico aqui, vendo filmes, ouvindo música e bom, escrevendo neste blog.

Então vamos lá...quatro filmes (já que não estou com saco para ir ao cinema, hábito que pretendo voltar a praticar esta semana) que assisti neste fim de semana chuvoso, aliás, parece que já chove em São Paulo há 35 (correção, 36) dias seguidos!!

O primeiro - Intrigas de Estado/State of Play - filme dirigido por Kevin MacDonald, o mesmo que fez um excelente trabalho em "O Rei da Escócia". Não chega a ser surpreendente a história de um jornalista (interpretado de forma preguiçosa por Russel Crowe) que, do nada, encontra-se envolvido em uma história de corrupção, intriga, sexo e corrupção (eu já escrevi essa palavra...pra vocês verem como esses roteiros se repetem!) nos bastidores de uma investigação em Washington conduzida por um deputado (Ben Affleck, ruim de dar dó!) que enfrenta uma grande corporação (criativo, né?) militar.

O interessante no filme (baseado em uma série da BBC de 2003) é o papel que a imprensa (principalmente os jornais impressos) possuem nos EUA. Desacreditados, vilipendiados, o filme tenta recuperar a imagem dos grandes jornais e de seus jornalistas. Há, descaradamente a acusação de que a internet preocupa-se mais com os escândalos sexuais e de celebridades do que com a busca por fatos, isto é, a verdade. Há até uma fala, no final do filme, quando finalizada a matéria, que esta deve ser lida impressa, pois possui mais peso assim.

Essa é a leitura fácil do problema, há de se convir que, parte do descrédito dos grandes jornais americanos é justamente sua falta de objetividade. Mas essa análise fica para outra hora.

O interessante no filme é que, apesar de ser a velha denuncia às grandes corporações, descobrimos ao final que os grandes males do mundo, são frutos de indíviduos. Isso salva a trama de ser um fiasco completo.

Partimos então para o drama/comédia - A Lula e a Baleia/The Squid and the Whale - dirigido por Noah Baumbach, que pode considerar-se um herdeiro de Woody Allen, não só pelo humor agridoce, mas também por usar a cidade de Nova Iorque como persongem do filme, retratada aqui nos anos idos anos 80. Também salta aos olhos a referência a Allen na construção do personagem de Jeff Daniels, um escritor fracassado que "ensina" ao filho mais velho (o excelente Jeff Esenberg) os caminhos para ser um "intelectual", um homem melhor do que os filisteus que habitam o mundo comum.

Está lançada a base da história, que faz do filho predileto de Daniels um plagiador, um pseudo-leitor (que só comenta os livros com base no que seu pai diz, sem nunca se preocupar em lê-los), uma mãe que busca nos filisteus o prazer e a companhia que seu marido já não dá e que torna o filho mais novo em um bêbado e viciado em masturbação. Tudo isso contado com humor e sensibilidade. Um excelente filme de formação (para quem não sabe, um filme que conta a passam da vida infantil para a vida adulta) e pena que não o vi antes de viajar para Nova Iorque ano passado, teria admirado mais a lula e a baleia no museu de história natural.

Partamos para o terceiro - O Lobo da Estepe/Steppenwolf - filme de Jaroslav Bradac, inspirado no romance homônimo de Herman Hesse.

Em poucas palavras: coitado do Max Von Sydow! Um daqueles filmes pseudo-cabeça feitos na década de 70 que tentavam subverter a linguagem cinematográfica e tornaram-se - tá-da!! - um troço boçal, chato, cansativo e, last but not least, ultrapassado! A única coisa que salva o filme é saber que o David Lynch talvez não seja tão genial assim. (Há uma cena ótima no filme A Lula e a Baleia, onde os personagens de Daniels e Esenberg vão ao cinema com suas respectivas namoradas, assistir Blue Velvet, e bom, dá para repensar a importância de Lynch para o cinema)

E por fim - REC - filme de terror espanhol, dirigido por Jaume Balaguero e Paco Plaza, que gerou um remake fast-food, chamado Quarentena (que tem a irmã do famigerado Dexter no papel principal, a, bonitinha-esquisita-gostosinha,
Jennifer Carpenter). O filme é tão assustadoramente bom que a refilmagem é praticamente, como diria o Zé do Caixão, uma cópia quadro a quadro do original.

A premissa é simples (e é inspirada, com certeza, em Extermínio, do Danny Boyle), uma jornalista e seu cameraman vão acompanhar um grupo de bombeiros durante a noite espanhola, quando uma chamada aparentemente comum os leva a um prédio onde eles irão descobrir que...bom, se não viram, não vou estragar, mas aviso: mesmo já tendo visto a versão americana, dá um medo do cão!

Ah, na versão espanhola há um detalhe bem interessante; o paciente zero, digamos, é uma vítima de possessão demoníaca. Scary monsters!!!




Domingo, Janeiro 24, 2010

Gostas do Dylan, gostas de banda desenhada?


...então não perca a oportunidade de ler o álbum que junta treze artistas de quadrinhos que, inspirados pelo "fanho", desenham, reinventam e abrem novas formas de "ouvir" as canções de Dylan.

Talvez os mais ávidos folheiem rápidamente o álbum para ver o trabalho de Dave McKean (o famoso ilustrador das capas do Sandman) e sua visão de "Desolation Row", mas chamo a atenção para Fraçois Avril, que é quase cinematográfico em "Girl From the North Country" e nos quatro painéis que Zep fez inspirados em "Not Dark Yet".

Ah, o nome do quadrinho é Bob Dylan Revisited e o único senão é não ser acompanhado por um cd com as músicas que inspiraram os artistas. Mas isso é coisa de fã neurótico!


Conheça teu inimigo, como a ti mesmo.

A importância de nosso legado cultural, a leitura e o conhecimento dos autores que formaram as bases de quem somos é vista, em geral, apenas como uma curiosidade de estetas ou, pior, serve apenas para podermos ser arrogantes e pedantes em uma rodinha de uspianos.

Pois bem, para quebrar um pouco isso, que tal saber a influência que T. E. Lawrence teve na conduta e idéias do General
David Howell Petraeus (para quem não sabe, o comandante das forças americanas na guerra).

Para tanto, leiam o artigo que Bertram Wyatt-Brown escreveu sobre Lawrence intitulado "Lawrence of Arabia: Image and Reality".

No artigo, Wyatt-Brown mostra que longe de ser apenas um livro para ficar juntanto poeira, "Os sete pilares da sabedoria" ajudou, e muito, os comandantes americanos no modo como lidar com os diversos tribalismos que movem a política iraquiana. Junto com o livro, há ainda uma pequena coleção de insights de Lawrence escritos em 1917 que, escritos há quase 100 anos, ainda são atuais e pertinentes.

O único senão, é ter a certeza que desde o tempo que foram escritos, quem decaiu culturalmente fomos nós.

O artigo 21 é mostra meu ponto, afinal, quem hoje em dia no ocidente, pode dizer que tem na religião algo tão natural em sua vida como comer ou dormir?

"Religious discussions will be frequent. Say what you like about your own side, and avoid criticism of theirs, unless you know that the point is external, when you may score heavily by proving it so. With the Bedu, Islam is so all-pervading an element that there is little religiosity, little fervour, and no regard for externals. Do not think from their conduct that they are careless. Their conviction of the truth of their faith, and its share in every act and thought and principle of their daily life is so intimate and intense as to be unconscious, unless roused by opposition. Their religion is as much a part of nature to th em as is sleep or food."

Para ler os 27 artigos de Lawrence basta clicar aqui.

E não esqueçam, conhecer a si mesmo não é só saber quantas espinhas você tem na cara ou quem ganhou todos os BBBs.

Ah, esse post existe graças ao Daniel Pipes!