"Well, i'm a fast talking, hell raising, son of a bitch and i'm a sinner and i know how to fight well, i can leave you if i wanna, little baby and i'm gonna tonight. cause i got a bucket full of tears and a hard luck story there's a bad moon rising behind!" Whiskeytown
domingo, julho 04, 2010
O Diário da Felicidade
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A medida de nós mesmos
G.K.Chesterton, em seu Ortodoxia, definiu dessa forma a felicidade humana: "A perfeita felicidade dos homens sobre a terra... não será uma coisa plana e sólida, como a satisfação dos animais. Será um equilíbrio exato e perigoso: como o equilíbrio de um romance desesperado. O homem precisa ter a medida exata e suficiente de fé em si mesmo para ter aventuras: e ter a medida exata e suficiente de dúvida de si mesmo para desfrutá-las".
Se houve um homem que soube o que é esta felicidade anunciada por Chesterton, foi Nicolae Steinhardt. Creio que os leitores da Dicta já terão tido contato nestes últimos meses com a obra do monge romeno, chamada curiosa e paradoxalmente de O diário da felicidade. Se não é o caso, por favor, deixem que estas mal-traçadas linhas humildemente os leve a se interessar pelo mais importante livro publicado no ano de 2009.
A publicação d’O Diário da Felicidade na última semana do ano de 2009 (ano de exaltação tupinambá graças às conquistas lulistas: pré-sal, jogos olímpicos, vox-populi na casa dos 80% de aprovação), mostra que Deus pode andar ocupado, mas ainda opera seus pequenos milagres por estas bandas.
Para entender este milagre, ou o entusiasmo deste escriba, basta folhear o livro e deixar-se levar. Levar pela sinceridade provocadora, coragem (é este o pilar da obra) e uma surpresa: ao ler o livro recordo-me do poeta Bruno Tolentino. Nota-se que homens de vidas tão distintas encontram no cristianismo uma força avassaladora e que pessoas que vivem vidas tão opostas compreendem que a graça divina pode ser encontrada até nas situações mais desesperadoras (ou mesmo modestas, pois não são necessário apenas os dramas) – e isto comove o coração.
Mas além de uma defesa vital do cristianismo, o livro é um guia para medirmos a nós mesmos. Homens como Steinhardt, nascido judeu mas convertido enquanto estava preso pela Securitate romena, revelam mais do que a nossa pequenez: desnudam também os nossos pecados. Sim, pois ao lermos as páginas, ao depararmo-nos com aquelas situações absurdas de um sujeito preso e denunciado por seus pares, somos forçados a reconhecer que o nascimento das tiranias nasce não de uma vontade abstrata, mas de nossa própria tirania interior: dos nossos indizíveis pecados; das nossas mentiras e negações; covardias e delações, refletidas, alimentadas e nutridas por toda uma geração de homens trivialmente pecaminosos – é aí que surge o grande Leviatã a nos devorar.
A tirania moderna, a que desponta nesta primeira década do séc. XXI, já não é o totalitarismo nazista ou comunista. Não, o Leviatã moderno é uma entidade que nasceu e nos vigia, nos acusa e denuncia no olhar de nossos amigos, de nossos pais e irmãos, de nossos filhos e amados. Quer nos tiranizar com afago e desprezo, ao moldar o pequeno verme em nosso peito; tentando-nos ao nos esmagar sob o conformismo e o medo de sermos abandonados por aqueles mesmos que amamos.
E é necessário lembrarmos que há toda uma pletora de intelectuais, artistas e políticos que conseguiram, com seu afã de nos livrar de Deus, transformar o mal em algo prosaico. Um aborto, uma família dessacralizada, o uso de narcóticos, a pedofilia... tudo simplificado e ressignificado como meras banalidades. Ao fazerem isso, tornaram a vida menos importante que a bala que perfura nossa nuca ao fim de tudo.
Um das lições mais importantes do livro de Steinhardt é resgatar essa certeza e essa concretude do mal. Pois ele existe!; permanece dentro de nós, mesmo após nossas justificativas, nossas distorções e construções mentais.
Um câncer não confessado, que cresce e consome tudo à nossa volta.
O Diário da Felicidade, mais do que o testemunho de um sobrevivente no inferno do totalitarismo, é o próprio resgate daquilo que nos torna novamente homens: a coragem para enfrentar o drama do ser humano concreto. Daqueles que não temem confrontar o problema do pecado e da redenção, daqueles que sabem que, no final, é isto que importa. E a prova maior disso está nos seguintes trechos:
"Milhares de diabos me formigam quando vejo como o cristianismo é confundido com a tolice, com uma espécie de piedade tola e covarde, uma bondieuserie (beatice), como se o destino do cristianismo não fosse senão deixar o mundo ser escarnecido pelas forças do mal, e ele, em si, facilitasse as más ações, dado que é por definição condenado à cegueira e à paraplegia."
Ou
"Em parte nenhuma e nunca Cristo nos pediu para sermos tolos. Chama-nos para sermos bons, brandos, honestos, humildes de coração, mas não idiotas."
E como alerta para nós, embasbacados e idiotizados pela nossa brasilidade, pelo nosso novo e futurista país, fica o alerta visionário do pai de Nicolae, Oscar Steinhardt, que em 1944, ao ver o filho admirado com entrada dos tanques russos em Bucareste, saudou-o e disse: "Paraste para olhar, animal, paraste para olhar todos e não sabes o que te espera, vê como riem, mas vão chorar lágrimas amargas e também tu..."
Se este é um dos exemplos da medida de nós mesmos, que fiquemos com os exemplos maiores, como o do próprio Steinhardt, que, na abertura de seu livro, afirma que, em qualquer ambiente de espírito totalitário, existem apenas três soluções, inspiradas, respectivamente, em Alexander Solzhenistyn, Vladimir Bukovsky e Winston Churchill. A primeira é fingir-se de homem morto, para não ser tentado pelas ilusões do mundo; a segunda é dar uma de louco, como um pária da sociedade, para que ninguém o leve a sério apesar de você gritar a verdade aos quatro cantos do universo; e a terceira é o famoso exemplo do vergo, mas não quebro, quando alguém encontra suas maiores forças no exato momento em que tudo parece se despedaçar. Steinhardt, depois de sua prisão e de sua conversão, só pode encontrar a verdadeira benção que é a felicidade depois de ter se espelhado nestes três exemplos.
E você, caro leitor, qual exemplo pretende seguir?
quinta-feira, julho 01, 2010
"Duck, you sucker!" ou "A Fistfull of Dynamite"...
Pela variedade de títulos dados ao filme, já podemos antever a confusão que envolveu a produção deste que talvez seja o mais profundo filme de Leone.
Ambientada na Revolução Mexicana, "Duck, you sucker!" conta a história de amizade entre Juan Miranda (Rod Steiger) e John Mallory (James Coburn). Dois personagens que irão crescer ao longo da trama e dos acontecimentos da Revolução.
Mas antes, alguns detalhes sobre a produção do filme:
Em primeiro lugar a direção do filme não era inicialmente de Leone. O primeiro nome escolhido foi de Peter Bogdanovich, que abandona o set por razões diversas. Uma delas indica que Leone, apesar de não dirigir o filme, fazia-se presente, e em uma discussão com Bogdanovich, insiste para este que há necessidade de close-ups (marca característica de Leone), Bogdanovich termina a conversa dizendo simplesmente que não gosta da técnica. Outro nome cotado foi o de Sam Peckinpah. Ao final, Giancarlo Santi, que era assistente de direção de Leone, assume o comando, mas logo Coburn e Steiger convencem Sérgio de que ele devia dirigir o filme afinal.
A escolha dos atores também não foi fácil, variando de Jason Robards a Clint Eastwood, o papel de John Mallory terminou com James Coburn (que no ano anterior havia interpretado soberbamente Pat Garrett no filme de Sam Peckinpah - Pat Garret & Billy, the Kid). Para o personagem de Juan Miranda, a escolha inical era de Eli Wallach (Tuco, de The Good, the Bad...), mas com a recusa deste e a pressão do estúdio por um ator mais conhecido, o papel termina nas mãos de Rod Steiger.
Mas o grande problema do filme são acontecem na montagem. Esta termina por cortar várias cenas que eram, ou muito violentas e profanas ou abordavam questões políticas que eram sensíveis à época, o que foi (e é uma pena),. O filme ainda teve exibições com cópias ruins, com lapsos de roteiro gritantes (dois desses lapsos permanecem mesmo na edição restaurada. Existem fotos que mostram as cenas, mas não foi possível a recuperação delas).
Ainda houve uma confusão dos diabos por conta da escolha do títulos, que variou nos EUA de "Duck, you sucker!" a "A Fistfull of Dynamite", o título mais apropriado "Once Upon A Time in the Revolution" foi usado na França.
Voltando à trama:
"Revolution is not a dinner party, nor an essay, nor a painting, nor a piece of embroidery; it cannot be advanced softly, gradually, carefully, considerately, respectfully, politely, plainly, and modestly. A revolution is an insurrection, an act of violence..." Mao Zedong
A história começa apresentando o personagem de Steiger, Juan Miranda, um bandido mexicano que com sua família de pequenos bandidos (é entre o hilário e o assustador que vemos crianças agindo de forma violenta e carregando armas, de forma realista aqui, não com aspecto de paródia como em "Kick-Ass")...mas a família de Miranda, apesar do anarquismo e violência, é a representação máxima da importância do núcleo familiar, dos laços de sangue e de amizade.
Ao final de um assalto, Miranda e sua família ouvem explosões e terminam por encontrar John Mallory, um especialista em explosivos e fugitivo da coroa Britânica por ser ativista do IRA.
Juan e John, ou Johnny & Johnny, formam uma camaradagem entre o cômico e o cínico, um tripudiando do outro e trocando farpas recíprocas, mas durante a trama, ou durante os fatos da Revolução esta amizada irá se aprofundar, e criar laços mais fortes do que uma simples camaradagem.
Logo descobrimos que Mallory está unido com os revolucionários que planejam a destituição de Porfírio Dias, mas suas conversas com Miranda vão mostrando para ele que a realidade e as consequências de uma revolução é outra, não aquela idealizada pelos revolucionários.
Em uma cena onde Mallory discute os ideais da revolução, é Miranda que diz a verdade: "Uma revolução nada mais é que pessoas que sabem ler, dizem as que não sabem, que as coisas tem que mudar! E no final, as pessoas que sabem ler, continuam comendo e bebendo em suas mesas e as que não sabem ler, os pobres, sabe o que acontece com eles? Estão todos mortos!" Afetado por estas palavras, Mallory joga na lama um livro que está lendo "O Espírito Nacionalista" de Michael Bakunin. É uma das cenas mais importantes do filme, onde o "intelectual revolucionário" se dá conta, através do "homem comum", de um "pai de família", que "ideas have consequences".
Mas os acontecimentos da revolução vão engolindo os dois personagens: traições, assassinatos em massa (de ambos os lados do conflito) e tragédias pessoais, vão tornando o filme, inicialmente bem humorado e leve, em sombrio e melancólico. Dos filmes de Leone, este talvez seja aquele que vai mais profundamente na construção trágica dos personagens. É um filme onde, diferente dos outros, as ações trazem consequências, e pessoas e famílias morrem por conta dessas ações.
Outro aspecto importante é que, apesar de Leone afirmar que não era um filme político, não tem como não perceber sua intenção em derribar o "Mito da Revolução", mostrando que nada de bom pode acontecer em uma revolução, não há redenção, não há heróis, nada resta de sagrado ou familiar. Há apenas, uma violência, por vezes descontrolada, por vezes mecanizada e assustadoramente repetitiva.
Ao terminar o filme, com estupor, percebemos que o que importa nesta vida pode ser resumido em três coisas: amizades, família e religião. E que ao perdermos tudo isso, só nos resta perguntar "Que farei agora?"
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A edição que assisti é a edição restaurada de em 157 minutos que a MGM lançou em DVD em 2007.
Esta edição trás cenas inéditas que foram inseridas na trama, entre elas, uma espetacular sequência de assassinatos em massa que ecoa toda a tragédia dos genocídios do Séc. XX.
Infelizmente duas cenas cruciais para a trama não foram encontradas...uma que mostrava o personagem de Coburn sendo torturado por um dos filhos de Miranda (ele é obrigado a andar pelo deserto, como Tuco faz com Blondie em "The Good, the Bad...) e outra, talvez a mais importante, onde um dos cabeças dos revolucionários, Doutor Villega, é torturado e entrega seus amigos, causando mortes que irão afetar os personagens profundamente.
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Sobre as consequências e tragédias provocadas pelas revoluções, recomendo assisitir a três outros filmes: "Marie Antoniette" de Sofia Coppola, "A inglesa e o duque" de Eric Rohmer, e não sendo uma revolução, mas uma guerra civil, não há melhor paralelo para "Suck, you duck!" do que o filme "Shenandoah" de 1965, filme de Andrew McLaglen, com James Stewart no papel de um chefe de uma família no estado da Virgínia que é engolida pela "Guerra entre os Estados". Mas aqui, ao contrário do filme de Leone, há esperança ao final.
terça-feira, junho 29, 2010
...e alguns pensamentos sobre "A Few Dollars More"
O vilão do filme é interpretado por Gian Maria Volante, no papel de El Indio, personagem que, apesar de sua violência e amoralidade, é perseguido pela morte de uma mulher enquanto ele a violentava. Esta culpa faz com que o personagem transcenda a simples "vilania", ao fim percebemos que El Indio está desde o ínicio buscando punição pela morte dessa mulher. El Indio ganha tons shakespearianos na interpretação de Volante.
Algumas curiosidades: O personagem de Eastwood tem nome! Ele chama-se Manco, mas a UA na época do lançamento do filme nos EUA cortou a cena em que era dito o nome dele, para assim manter a pecha "O homem sem nome".
Klaus Kinski trabalha no filme como um corcunda que faz parte do bando de El Indio.
O duelo circular, tão conhecido em "The Good, The Bad and The Ugly", teve sua primeira versão neste filme.
Tanto em "A Fistfull of Dollars", quanto em "A Few Dollars More", há referências, explícitas ou não, a ausência de moralidade no universo criado por Leone.
Uma dessas cenas é a reprodução da Santa Ceia em "A Fistfull...", onde os bandidos mexicanos se locupletam em bebida e comida, e em "A Few Dollars..." o discurso de El Indio, em uma igreja tomada pelos bandidos, onde ele conta a história de um "carpinterio".
Algumas idéias sobre "A Fistfull of Dollars"
Falam do cinismo do personagem, mas acredito que ele só se mete na história da cidade pq logo no início do filme, ele vê um dos vilões (adoro essa palavra), atirar em uma criança...isto é, a violência contra os inocentes é algo que não deve ser tolerada, nem mesmo por um wayfaring stranger, que inicialmente, não teria nada a ganhar naquela situação. Salvo um punhado de dólares.
E isto vocêss não sabem mesmo: Em 1977 foi produzido um prólogo para o filme que justificasse a violência do personagem de Eastwood. Isso foi feito para que o filme pudesse passar na TV americana na época. Hilarious! Usaram um dublê para fazer o papel do Eastwood e o Warren Dean Stanton é o cara que dá a missão de limpar a cidade para ele.
E mais, apesar de ser conhecido como "The Man With no Name", o personagem de Eastwood tem nome (ou é apelidado) de Joe. Quem o chama assim é o velhinho que faz caixões e enterra os mortos na cidade. No script, o personagem é chamado de Joe, the stranger.
domingo, abril 11, 2010
Uma boa e nova editora.


Há futuro para o pensamento conservador no Brasil?
Melhor dizendo: Para que o Brasil possa ter uma real presença na História, é mais que necessário uma nova elite intelectual. Responsável, capaz, integralmente voltada para a análise do Homem em sua concretude antropológica, isto é, seus defeitos e nuances, seus pecados e redenções, sua relação com Deus e com a filosofia, por fim, a construção real e política dessa elite é mais que necessária, é urgente.
Para tanto, é mais que necessário o trabalho e a publicação de obras que ajudem, ensinem e discutam esses assuntos sob uma perspectiva conservadora, algo que há dez, quinze anos atrás, parecia impossível de existir.
Mas o Espírito sopra onde quer e onde menos se espera. Nos últimos anos temos observado o surgimento de editoras e a publicação de autores importantes para o renascimento do conservadorismo no Brasil: Eric Voegelin, Constantin Noica, Rene Girard, a revista Dicta & Contradicta, etc.
E neste início de década, com imenso prazer vejo surgir mais uma editora que busca resgatar e elevar o debate intelectual no país.
Falo da CEDET Editora, que acaba de lançar através de seus dois selos (Vide Editorial e Ecclesiae) obras que considero de suma importância divulgar.
Marxismo e Descendência do pensador Antônio Paim, é um estudo do pensamento marxista e sua inflência, distorções e aplicaçãos nas esferas políticas, culturais e intelectuais desde sua origem.
A série Teologia das Fontes, do Padre Paulo Ricardo, é um pequeno curso de seis aulas sobre temas fundamentais da Teologia. Uma preciosidade neste país escasso de discussões religiosas relevantes e profundas.
Ressalto aqui a importância do trabalho e da visão de seu editor, César Kyn D' Ávila. Através de seu esforço pessoal, de sua responsabilidade como empresário (responsabilidade intelectual e espiritual, não aquela bobagem tão acalentada nos dias de hoje e chamada de "responsabilidade social"), que vemos o surgimento da CEDET.
Espero que o exemplo dele seja seguido por outros empresários. E que a editora cresça e seja mais um motivo para termos esperança neste país tão pobre de idéias.
quarta-feira, março 31, 2010
Mais Voegelin no Brasil!
A gente insiste:
a É Realizações faz um bem danado, editando livros de primeira grandeza neste Brasil varonil.
Mas que se fomos contar com a divulgação deles....ô amadorismo...bom, mas ao que interessa:
Vem aí mais dois livros no cânone voegeliano;
a reedição de “A filosofia civil de Eric Voegelin”, de Mendo Castro Henriques (que eu saiba, editada apenas em Portugal) e “A revolução Voegeliniana” de Ellis Sandoz (Sandoz foi discípulo de Voegelin e atualmente é um dos seus maiores herdeiro intelectuais, tendo lançado outros livros que esperamos, seja traduzidos.)
Ocorrerá na sede da É Realizações, sita na rua França Pinto, n.º 498, São Paulo, Capital (fone: 11 55 72 53 63), no dia 08 de Abril de 2010, quinta-feira, às 19:00 horas o lançamento dos livros com uma palestra de apresentação de ambos os livros, pelo professor Mendo Castro Henriques, com início às 20:00 horas.
quarta-feira, março 17, 2010
St. Patrick's Breastplate - Happy St. Patrick's Day, you drunken christians!

I arise today
I bind to myself today
The strong virtue of the Invocation of the Trinity:
I believe the Trinity in the Unity
The Creator of the Universe.
I bind to myself today
The virtue of the Incarnation of Christ with His Baptism,
The virtue of His crucifixion with His burial,
The virtue of His Resurrection with His Ascension,
The virtue of His coming on the Judgement Day.
I bind to myself today
The virtue of the love of seraphim,
In the obedience of angels,
In the hope of resurrection unto reward,
In prayers of Patriarchs,
In predictions of Prophets,
In preaching of Apostles,
In faith of Confessors,
In purity of holy Virgins,
In deeds of righteous men.
I bind to myself today
The power of Heaven,
The light of the sun,
The brightness of the moon,
The splendour of fire,
The flashing of lightning,
The swiftness of wind,
The depth of sea,
The stability of earth,
The compactness of rocks.

God's Power to guide me,
God's Might to uphold me,
God's Wisdom to teach me,
God's Eye to watch over me,
God's Ear to hear me,
God's Word to give me speech,
God's Hand to guide me,
God's Way to lie before me,
God's Shield to shelter me,
God's Host to secure me,
Against the snares of demons,
Against the seductions of vices,
Against the lusts of nature,
Against everyone who meditates injury to me,
Whether far or near,
Whether few or with many.
I invoke today all these virtues
Against every hostile merciless power
Which may assail my body and my soul,
Against the incantations of false prophets,
Against the black laws of heathenism,
Against the false laws of heresy,
Against the deceits of idolatry,
Against the spells of women, and smiths, and druids,
Against every knowledge that binds the soul of man.
Christ, protect me today
Against every poison, against burning,
Against drowning, against death-wound,
That I may receive abundant reward.
Christ with me, Christ before me,
Christ behind me, Christ within me,
Christ beneath me, Christ above me,
Christ at my right, Christ at my left,
Christ in the fort,
Christ in the chariot seat,
Christ in the poop.
Christ in the heart of everyone who thinks of me,
Christ in the mouth of everyone who speaks to me,
Christ in every eye that sees me,
Christ in every ear that hears me.
I bind to myself today
The strong virtue of an invocation of the Trinity,
I believe the Trinity in the Unity
The Creator of the Universe. Through a mighty strength, the invocation of the Trinity,
Through a belief in the Threeness,
Through confession of the Oneness
Of the Creator of creation.
I arise today
Through the strength of Christ's birth and His baptism,
Through the strength of His crucifixion and His burial,
Through the strength of His resurrection and His ascension,
Through the strength of His descent for the judgment of doom.
I arise today
Through the strength of the love of cherubim,
In obedience of angels,
In service of archangels,
In the hope of resurrection to meet with reward,
In the prayers of patriarchs,
In preachings of the apostles,
In faiths of confessors,
In innocence of virgins,
In deeds of righteous men.
I arise today
Through the strength of heaven;
Light of the sun,
Splendor of fire,
Speed of lightning,
Swiftness of the wind,
Depth of the sea,
Stability of the earth,
Firmness of the rock.
I arise today
Through God's strength to pilot me;
God's might to uphold me,
God's wisdom to guide me,
God's eye to look before me,
God's ear to hear me,
God's word to speak for me,
God's hand to guard me,
God's way to lie before me,
God's shield to protect me,
God's hosts to save me
From snares of the devil,
From temptations of vices,
From every one who desires me ill,
Afar and a near,
Alone or in a multitude. I summon today all these powers between me and evil,
Against every cruel merciless power that opposes my body and soul,
Against incantations of false prophets,
Against black laws of pagandom,
Against false laws of heretics,
Against craft of idolatry,
Against spells of women and smiths and wizards,
Against every knowledge that corrupts man's body and soul.
Christ shield me today
Against poison, against burning,
Against drowning, against wounding,
So that reward may come to me in abundance.
Christ with me, Christ before me, Christ behind me,
Christ in me, Christ beneath me, Christ above me,
Christ on my right, Christ on my left,
Christ when I lie down, Christ when I sit down,
Christ in the heart of every man who thinks of me,
Christ in the mouth of every man who speaks of me,
Christ in the eye that sees me,
Christ in the ear that hears me.
I arise today
Through a mighty strength, the invocation of the Trinity,
Through a belief in the Threeness,
Through a confession of the Oneness
Of the Creator of creation
sexta-feira, março 05, 2010
domingo, fevereiro 28, 2010
quinta-feira, fevereiro 18, 2010
O poder da memória e do conhecer.
Com toda essa experiência sob o regime comunista, ele escreve um artigo lúcido (e preocupante) para o CATO Institute, onde discute a volta (que nunca deixou de ser) ao espírito totalitarista/comunista na Russia atual, a guerra que nunca houve entre os regimes democráticos do Ocidente e o regime comunista Soviético (vocês acham que o Ocidente venceu a parada?), a sovietização/burocratização da Europa (não são só os muçulmanos que ameaçam o velho continente. Os Europeus adoram brincar com fogo...), e last but not least os motivos que levaram os regimes Ocidentais a não abrirem os arquivos soviéticos e julgarem o regime comunista, mantendo assim, a aura de respeitabilidade humana que permanece até hoje (alguém chuta o motivo? uma dica, a colaboração ideológica dos partidos de esquerda do Ocidente e a União Soviética é um bom começo para entender o imbroglio.)
Um artigo que deve ser lido. Clique - DISSIDENTE - e boa leitura.
See ya, folks!
quarta-feira, fevereiro 17, 2010
The Mount Vernon Statement
Conforme disse antes, o manifesto é a ação mais recente contra o politicamente correto, o inchaço do governo americano e uma carta de príncipios para todos os conservadores da América.
Nas palavras dos próprios articuladores do documento, os motivos que levaram a elaboração do texto:
"In light of the challenges facing the country and the need for clarity in the age of Obama, The Mount Vernon Statement, modeled on the Sharon Statement issued on Sept. 11, 1960, is a defining statement of conservative beliefs, values and principles penned by a broad coalition of conservative leaders representing a wide spectrum of the movement including fiscal, social, cultural and national security conservatives"
Vocês podem ler o documento na íntegra, clicando - THEMOUNTVERNONSTATEMENT .
Agora é aguardar a repercusão do texto.
See ya, folks.
A manipulação da ciência.
Nesta aula, o professor explicava que a ciência tem um ideal de conhecimento e pretende ter uma validade, mas que também tinha um lado; ela é uma profissão, um meio de sustento para várias pessoas. E que entre este ideal e a prática dele há uma tensão permanente. Um erro metodológico embutido em uma investigação que gerou carreiras, departamentos inteiros de faculdades e até políticas públicas, é muito difícil de ser corrigido. Difícil não por uma questão de lógica, mas por causa do fator humano que envolve a pesquisa. Por exemplo: Se eu tenho um emprego em um instituto de pesquisa que defende a idéia do aquecimento global, quem irá garantir que irei divulgar dados que negam o próprio objeto de minha pesquisa, ou melhor, renda?
Pois bem, isso já faz um bom tempo e, para atualizar o debate, recomendo a leitura de um artigo escrito por George Avery, para o CATO INSTITUTE. O artigo, intitulado Scientific Misconduct, revela as pressões impostas pelo governo americano (ou outros agentes não-governamentais) nas pesquisas sobre o aquecimento global e o sistema de saúde do país. Pressões que, deixo claro, favorecem uma maior intervenção do Estado na vida das pessoas.
Ah, só para constar...o artigo foi inspirado fortemente no caso Climagate, aquele que muitos ainda consideram irrelevante, mas que vem causando fortes estragos na causa ambientalista.
See ya, folks!
Depois do chá...
Hoje, vemos o nascimento (ou renascimento) dos Tea Party, a força da Internet na divulgação e interpretação dos fatos com bases conservadoras, o surgimento de novos líderes no partido Republicano, a força de editoras que publicam pensadores do pólo conservador, a volta ao mundo real de boa parte da população americana (detalhes aqui), o movimento ambientalista sofreu um baque tremendo com o Climagate (comentarei mais no próximo post) e por fim, as tropas americanas ainda estão no Iraque!. Ao que parece, a América não desistiu da briga.
E para estremecer mais ainda os esquerdistas, democratas, ambientalistas, engenheiros sociais travestidos de professores, ocorrerá hoje em Collingwood em Alexandria, Va. um encontro com as principais vozes conservadoras do país.
O encontro irá lançar o que vem sendo chamado de Mount Vernon Statement, um manifesto que tem a marca de uma nova era no debate americano. Especialmente para mostrar ao Partido Republicano que este, para sobreviver, deve voltar às suas raízes, e não ser apenas um espelho do Democrata.
O documento será publicado hoje, mas trechos revelam o tom federalista do encontro:
“In recent decades, America’s principles have been undermined and redefined in our culture, our universities and our politics,”
“The self-evident truths of 1776 have been supplanted by the notion that no such truths exist. The federal government today ignores the limits of the Constitution, which is increasingly dismissed as obsolete and irrelevant.
“Some insist that America must change, cast off the old and put on the new,” says the statement. “But where would this lead--forward or backward, up or down? Isn’t this idea of change an empty promise or even a dangerous deception?”
“The change we urgently need, a change consistent with the American ideal, is not movement away from but toward our founding principles.”
Para saber quem vai estar lá, de onde surgiu a idéia e quais são os próximos passos, basta clicar - Mount Vernon Statement.
E amanhã, assim que possível, divulgarei a carta aqui, no ainttalkin.
See ya, folks!
terça-feira, fevereiro 16, 2010
Cuidado com a Greenstapo!
Mas confesso que ponho o link aqui por conta da expressão - Greenstapo - a melhor caracterização dos ecologistas cunhadas até agora.
Leiam.
The Greenstapo is watching you !
Aborto = Genocídio
O caso dos Estados Unidos é exemplar: Estima-se que em 2006 foram realizados 1.6 milhões de abortos no país, destes, 40% (isto é, um total de 462.000) foram de crianças negras. Em números, já que é destes que todos gostam; a população negra nos EUA representa 13,4% do total. Isto é genocídio, puro e simples, mas defendido como parte fundamental dos "direitos humanos" .
A Planned Parenthood, é a organização responsável pelas "conquistas" abortistas nos EUA (e que são exportadas para outros países). Suas origens remontam ao século 19, e tem na "visionária" Margaret Sanger a principal voz, à epóca, na defesa de políticas de controle populacional, políticas essas que visavam a redução do nascimento de negros no país e que hoje, mostram-se eficazes ao extremo. A ligação entre Margaret Sanger e cientistas eugenistas no país são conhecidos de larga data, só enfiando a cabeça na terra para não perceber as implicações destas políticas.
Importante acentuar que, aplicadas no Brasil, com maior população negra que os EUA, teríamos consequências ainda mais destruidoras e monstruosas. Eis um caso claro, onde a defesa de uma suposta emancipação ou direito de uma parcela da população, carrega em si consequências devastadoras para outra.
Para saber mais sobre essa tragédia americana, acessem o site - TOOMANYABORTED - e pensem bem antes de proclamarem-se arautos deste "direito" homicida.
Três livros para entender o Oriente Médio



Três livros, escritos em tempos diferentes (o primeiro é de 1989, o último foi lançado em Janeiro passado), ajudam a compreender o Oriente Médio e e sua cultura, mostrando as diversas forças que moldam as ações e as idéias daquela parte do mundo que tanto preocupa e aterroriza o Ocidente
Desde as relações de poder que consistem em uma série de indivíduos procurando autoridade como um fim em si mesmo; onde aqueles que ganham governam despóticamente, aqueles que falham perecem em prisões. A busca por riquezas que criam castas intransponíveis entre pobres e ricos. Vergonha e honra que dominam a vida privada, especialmente nos relacionamentos entre homens e mulheres.
O sistema de relações tribais que faz com que as relações familiares sejam fortes e levem a uma gradual e consistente visão do mundo que pode ser resumida assim: "Eu sou contra meu irmão, eu e meu irmão somos contra nossos primos, eu meus irmãos e meus primos somos contra o mundo."
Por fim, a visão árabe expressa nas palavras de Osama Bin Laden: ""When people see a strong horse and a weak horse, by nature, they will like the strong horse." Que levada ao pé da letra mostra que o Ocidente só será respeitado se possuir determinação e poder real em suas ações.
As interpretações acima são, respectivamente dos livros The Closed Circle (David Pryce-Jones), Culture and Conflict in the Middle East (Philip Carl Salzman) e The Strong Horse (Lee Smith).
Tribalismo, culto à Morte, autoridade despótica, unidade religiosa...não há solução simples para as relações dos países Ocidentais com o Oriente Médio (especialmente o papel dos EUA), mas uma coisa é certa: Rebaixar-se ao papel de "pangaré" não é a melhor saída para o Ocidente.